Circular Design

Uma das coisas que não podemos negar é a capacidade de Tim Brown de reinventar o design. Por anos, sua metodologia do processo de Design Thinking vem sendo implantada e melhorada por designers, empreendedores e startups que de alguma forma querem criar o produto ou o serviço perfeito.

Por mais que a metodologia do Design Thinking ou Design de Serviço é cíclica, seu resultado é linear, ou seja, tudo que é criado por mais que obedeça o processo de design acaba parando nos “aterros”. Nós próprios, consumidores, nos descartamos ou queremos algo novo.

 

O processo linear não só compromete o produto, mas como ele é utilizado e como ele vai ser repensado. Os steps de Pesquisa, Empatia, Ideação, Prototipagem e Validação são as bases para um ciclo que parece ser eterno, mas no fundo é linear e tem como objetivo apenas aumentar a vida do produto.

Esse processo linear está inteiramente conectado com o que chamamos de Economia Linear em que o “take” (pegar/ter), “make” (produzir/criar) e o “dispose” (descartar) é o modelo de nossa sociedade, e de alguma forma esse modelo vem sendo questionado e apontado como um modelo vicioso, que interfere de maneira negativa, não só no planeta, como no comportamento social do indivíduo.

A pergunta que se faz é a seguinte: ao invés de se ter um modelo de iPad novo a cada ano, porque não ter apenas um modelo em que conseguimos alterar ou mudar o conteúdo interno? Esse tipo de pergunta, levou não só Brown mas Ellen MacArthur a descobrirem o modelo econômico circular.

Este modelo influenciou o design mudando todo o mindset de como pensar o produto e usuário. Segundo Grantham, o processo que eles chamam de Circular Design obedece 24 módulos em que o ciclo natural da vida governa cada processo que conhecemos do Design Thinking e agrega outros aprendizados e conhecimentos tanto de engenharia ambiental como psicobiológicos.

A grande criatividade que está por vir é transformar o modo de como consumismo e a maneira como o produto pode fazer parte deste processo de reaprender e entender a economia circular. Um exemplo disso é o projeto de luz feito pelo designer Phillip para o Aeroporto de Amsterdã. Esse projeto já está implantado e o Aeroporto não gasta mais com luz e sim a a substituição de baterias lúdicas que economizam mais de 75% de energia e não tem que ser produzidas e sim substituídas e recarregadas.

 

 

 

Não é de hoje que falamos da tal economia circular ou da economia criativa (nome sugerido quando a nova maneira de pensar empreendedora surgiu nos últimos 5 anos). A economia criativa ofereceu esse espaço para que uma economia circular de reaproveitamento, inclusão da natureza em todos os processos de pensar no usuário, produto e serviço ficassem como ponto de destaque.

Se você gostou e quer saber mais sobre o Design Circular, você pode se inscrever em nosso treinamento que estará disponível a partir de Abril.

[contact-form-7 id=”8423″ title=”Quer saber mais sobre esse curso?”]

10+ anos de experiencia em marketing e branding com expertise em métodos como Design Thinking, UX, Personas Map, AI entre outras ferramentas estratégicas. Profissional criativo e versátil com experiência em implementar estratégias de marketing, design e conteúdo de branding para startups, media e high-growth empresas que apresentam atividades offline e online. Rodrigo já passou por empresas nacionais e internacionais, atendendo clientes como Netflix, Ross, South Bay Winery, Criar Sistema de Ensino de Lingua Portuguesa, Bio Soja, entre outros. Fundador da IESCD (Immaginare Escola de Criação e Design), hoje trabalha como free-lancer em Los Angeles, CA.

Deixe uma resposta